VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS

Tendências do mundo moderno ou descaso das políticas públicas?

Tema constante em reportagens nacionais e internacionais, a violência dentro ou fora dos estádios sempre me preocupou.

Passei por uma experiência pessoal, aqui mesmo no DF, na final entre Sobradinho e Taguatinga realizada no Estádio desta última cidade-satélite de Brasília. Só porque nós torcedores do time campeão comemorávamos o feito saindo do estádio tremulando nossas bandeiras, um grupo do time rival (aparentemente pacífico, pois a maioria era de pessoas adultas, alguns jovens e até 1 criança) resolveu nos agredir e tentar nos tomar nossos pavilhões. Tentamos conversar com eles mas tinha um mais exaltado que chegou até agredir fisicamente um dos nossos amigos, que era na verdade um turista torcedor do Atlético Goianiense, convidado nosso de última hora, para assistir o jogo. Se não fosse pelo autocontrole de nosso grupo com certeza a situação poderia ter chegado a delegacia policial

Independentemente da suposta qualidade da educação local, esse comportamento indesejado de alguns grupos de torcedores mais alterados é uma constante na grande maioria das cidades mais populosas em nosso país. Observei durante mais de 45 anos, elementos essenciais para afirmar que alguns (ou todos) dos fatores abaixo contribuem de forma determinante para que esse mal continue existindo em nosso país:

1 – falta de ostensiva vigilâncias policiais nesses ambientes (vigia-se o torcedor que pode invadir o campo de futebol mas não se monitora alguns chefes de torcidas sem contar os “flanelinhas” e cambistas, que compõem geralmente as ‘gangs’ dessas organizações);

2 – impunidade aos envolvidos nos conflitos entre torcidas e os respectivos clubes que estimulam esse tipo de atitude;

3 – estímulos das direções dos clubes (através de concessões de bilhetes gratuitos) às torcidas organizadas bem como financiamentos de despesas da maioria dessas organizações;

4 – continuidade de venda de bebidas alcoólicas nesses ambientes, exigidas por parte da FIFA, CBF e/ou Federações, sem contar nos patrocínios de cervejarias aos projetos dos clubes;

5 – falhas na formação familiar dos indivíduos que causam esses conflitos.

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