Pedofilia

Iremos abordar, aqui neste espaço, um tema polêmico mas que é bem atual: a pedofilia e suas nuances.

Ao iniciar o estudo desse sobre essa prática sindiosa li diversos obras e pesquisei vários artigos em websites para, de forma transparente, não causar constrangimentos a quem a combate. Apenas desejo mostrar pontos de vistas distintos sobre esse tema. E convidá-lo a opinar sobre esse assunto.

Sob a ótica moral, todos achamos repugnante a prática da pessoa que pratica tais atos. A legislação vigente brasileira atualmente é um tanto rígida tentando coibir a prática da mesma. Mas não impede totalmente que a mesma aconteça. Semanalmente, vimos nos noticiários, reportagens de prisão desses meliantes. Isso, creio, por ser essa prática pessoal de origem social ou psicogenética: ou seja, ou é adquirida pela má formação moral recebida da família/comunidade ou já vem com o indivíduo ou ainda, os dois casos juntos.

“Pedofilia é um transtorno da personalidade, mais precisamente uma parafilia.”

No DSM-IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), a classificação dos transtornos mentais feitas pela Associação Americana de Psiquiatria, a Pedofilia é caracterizada quando os indivíduos apresentam os alguns aspectos. Transcrevemos do website da Psicosite, alguns dos Critérios Diagnósticos para F65.4 302.2, relativos a Pedofilia, objeto de análise das Doenças Mentais, integrantes do grupo DSM IV.

“A. Ao longo de um período mínimo de 6 meses, fantasias sexualmente excitantes recorrentes e intensas, impulsos sexuais ou comportamentos envolvendo atividade sexual com uma (ou mais de uma) criança pré-púbere (geralmente com 13 anos ou menos)

B. As fantasias, impulsos sexuais ou comportamentos causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

C. O indivíduo tem no mínimo 16 anos e é pelo menos 5 anos mais velho que a criança ou crianças no Critério A.

Tampouco o ato de assediar pela internet um indivíduo de 14 anos é  crime, conforme o mesmo esclarecimento da ONG Safernet enviado ao Roteiro de Cinema:

“Note-se que só haverá crime se a vítima for criança, ou seja: qualquer ser humano entre zero e 12 anos incompletos. No caso da reportagem do CQC, a atriz que fez o papel da suposta personagem-vítima dizia ter 14 anos, o que, de acordo com a lei brasileira, não haverá crime desde que o contato através da Internet não envolva a produção, troca, filmagem, fotografia de cenas pornográficas ou de sexo explícito.”

O autor da ação pedófila, é para mim, um ser vitimado pelo desvio psicossocial causado por possíveis traumas psicológicos vividos ainda na infância (assédios por colegas, vizinhos, familiares entre outros). Portanto, antes de ser julgado como um criminoso deveria ser tratado como um ser doente vitimado e a ser assistido tanto do ponto de vista médico (psiquiatras), quanto social (recondução a vida social) e espiritual (leituras reflexivas e seguidas de conforto religioso). Se ele repetir o ato aí sim caberia a ação de recolhimento do mesmo em um presídio específico para essas anomalias.

Entretanto, podem ocorrer ainda no início de suas ações maléficas, algumas dúvidas para o praticante da pedofilia, entre elas:
– se ele procurar um psiquiatra (ou um religioso qualquer ou até um assistente social) no intuito de que o ajudem, é como me entregar a justiça? Pois, pela lei o médico (ou qualquer outro atendente religioso ou social) deve comunicar a Polícia que tem sob sua “guarda” um praticante desse ato.
– se a Polícia sabe que ele está ali para se tratar, seus agentes (Juízes, Promotores) mesmo assim devem monitorá-lo sob a égide de que devem agir preventivamente? Enfim, como a lei funciona?
– quando ele reconhece a gravidade de seu ato e procura ajuda, geralmente em Centros de Assistências Religiosas, nem sempre as orientações surtem os efeitos desejados para o mesmo e isso pode lhe causar um certo desespero, face a sua consciência (ou amigos) já estar lhe advertindo que ele está correndo sérios riscos de ser enquadrado na Lei. O que fazer  então?

O Espiritismo, inicialmente ampara em seu seio, de forma magnânima os integrantes desse grupo que são atendidos apenas por pessos idôneas e com vários anos de assistência nessa área. Mas também cobra do mesmo uma atitude de mudança significativa através de sua presença semanal nas sessões de palestras e passes espirituais.

Não conheçemos ainda, assistência religiosa alguma de qualquer outra religião para este tipo de infrator. Se tem, gostaria até que, quem souber nos informe disso para que ao detectarmos algum ser humano que esteja passando por essa situação possamos dar-lhe a opção de se encaminhar a tal serviço..

Em um Fórum Espírita, abordagens de um advogado que também é espírita e apesar de sua franqueza com relação a rejeição por quem pratica esse tipo de conduta, achei-a bastante oportuna para ser lida por quem se acha incomodado de estar praticando tais atos e não sabe o que fazer. Conforme disse-nos Renato, participante deste Fórum, “este ato quando feito gera, muita infelicidade, e perturbação aos que são vítimas, e se há uma vítima há um CRIMINOSO, e pela sua preocupação, nota-se que ninguém deseja sê-lo…” E continua, “o tema obedece a Lei Espírita de AÇÃO E REAÇÃO, ou seja TUDO O QUE VOCE FIZER QUE NÃO FOR O CORRETO VOCÊ TERÁ QUE REPARAR ESTE ERRO, e REPARAR ERRO NAO É BOM QUANDO VOCÊ NÃO É AJUDADO E SIM PERTURBADO…Clique no link acima para ler mais.

E só para reforçar tal idéia, o Livro de Urântia (1), obra de revelação, cita em seu Documento 131, Parte IV, sobre os ensinamentos deixados por um antigo religioso há mais de seis mil anos: Melquisedeque, Uma passagem de suas orientações aos que lhe procuravam para orientações relata que o mesmo já recomendava: “O mal que não quiserdes que seja feito a um de vós, não o façais a outros”. Se os assistentes sociais insistissem nesse tipo de orientação aprofundando-a com ações específicas voluntárias a seus.assistidos, cremos que os resultados seriam bem mais efetivos que aqueles obtidos até hoje (isolamentos e tratamentos com drogas). Quem desejar conhecer tal obra, é só clicar no link abaixo para obter cópia do mesmo;

www.urantia.com.br/ler

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